Compleição.
J., de mim não peço mais do que alguns instantes, porque
compreendo-me consanguíneo de momentos, não posso dizer sem desviar da verdade
que minha história poderia desmentir isso. São meras zonas seguras de reflexo.
J., o peculiar refrigério que acompanha minhas palavras
talvez perturbe a atenção alheia, o que ensina meus termos às esperanças
injustificadas do que podem pretender atingir em mim.
J., tenho um secreto zelo pelas minhas mazelas e não vejo
porque precisaria disfarçá-las se tão desimportante e tíbio meu porte caminha
em desalinho entre o anonimato e a hesitação.
J., sou tradução em quizília das faltas que não pude cometer,
da vergonha de cuja explicitação tenho sido poupado, do medo que não tinge meu
solo com a rubra marca da impossibilidade.
J., sou mantido limpo, ordenado e insatisfeito no íntimo,
como se eu fosse um território de segurança ou a o tempo fixado de um agravo.
Por isso, nesse momento em que seu coração quer cantar, falta-lhe a dose de
delírio.

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