J., estou entre castigar minhas tolas pretensões e escalar
meus receios de enfrentar desejos que sempre são unilaterais. As fronteiras da
minha confusão forçam os limites do tolerável. Sinto náuseas.
J., tenho represado acontecimentos em mim como se as pessoas
e o mundo obedecessem às minhas veleidades, a terra onde minhas procuras
encontram asilo é estrangeira, e não há mapa que guie meus passos.
J., não sabem que não sei o que significa ouvir, ou talvez
poucos saibam que essa palavra e os sentidos a ela ligados tenham em mim um
sentido particular. Meus arredores são feitos de imagens, odores e de
encontros.
J., suportam-me como uma criatura de gestos excessivos e
ideias excêntricas, minha própria lei oscila e hesita como uma ponte de barris.
A crônica da minha vida tem sido uma comédia de erros.
J., às vezes, sou apenas uma aparição, e lamento não me fazer
compreender. Por que, afinal, aquela moça ao alcance do meu calor sentiu frio?
Por que não pude evitar?

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